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Notícia

10/02/18 às 06:39

Acusados da morte do pecuarista têm prisão preventiva decretada

Notícia

 Tiveram a prisão decretada Nadir Mota, Maria Aparecida Alves Mota, popular preta, Thiago Alves Mota (filho do casal), Lindomar Cardoso da Silva, ambos são da mesma família, e são acusados de participarem da morte do pecuarista Moisés Moraes. A filha da vítima não teve a prisão decretada, mas segundo a polícia ela teve participação na ocultação do cadáver.

Pedro Flory juiz da 3ª vara criminal da Comarca de Juara decretou a prisão preventiva dos acusados, porque duas dessas pessoas foram pegas com armas de fogo e de pronto, o juiz decretou a prisão.


Carlos Henrique Engelman delegado responsável recebeu o pedido de prisão preventiva, mas embora tenha feito várias diligências nas localidades onde mora a família de acusados não foram encontrados, e, portanto, a condição deles é de foragidos da Justiça

Informações da participação de cada envolvido no crime:


Nadir Mota que é marido de Maria Aparecida: atirou contra Moisés Moraes.


Maria Aparecida Alves Mota, popular preta: Pivô do crime, pois mantinha relacionamento extraconjugal com o pecuarista e o atraiu para o local onde foi morto, ou seja, participou ativamente na emboscada.


Tiago Mota é o filho do casal que atirou contra Moisés Moraes e ocultou seu cadáver.


Lindomar Cardoso da Silva é o vizinho que ajudou no crime e disparou tiros contra o pecuarista.


Ambos são moradores próximo da ponte dos Rios dos Peixes sentido Itapaiúnas em Juara.


O crime:


Moisés Moraes foi morto no dia 29 de janeiro deste ano, informações apontam que a mulher com que ele mantinha um relacionamento extraconjugal teve participação no crime.


Segundo informações da polícia, o fazendeiro frequentava a casa da família da amante e estava se separando da atual mulher para ficar com ela, que decidiu não se separar. O fazendeiro passou a pressionar a amante para que ela se separasse, ameaçando mostrar fotos e vídeos deles ao marido. Então, se fazendo de vítima, a mulher inventou uma história ao filho, dizendo que era abusada sexualmente e ameaçada com arma de fogo pelo fazendeiro.


"O filho acreditou e passou para o pai que também acreditou na história da mulher. Então chamaram um terceiro, um vizinho que também havia se desentendido com a vítima. No dia 29, à tarde, 15 horas, o marido fez com que a mulher ligasse para a vítima o chamasse para se encontrar com ela. Quando o fazendeiro chegou com a moto, antes de descer já tomou um tiro do marido", contou o delegado de Juara, Carlos Henrique Engelmann.


Na sequência, a vítima foi alvejada com mais 10 tiros efetuados pelo filho, 1 tiro do vizinho e mais um disparo do marido. Após, a vítima foi enrolada em uma lona e levada para o meio do pasto, onde atearam fogo juntamente com uma pilha de madeira. O corpo permaneceu queimando por três dias, desintegrando-se totalmente.


A filha de 19 não participou diretamente do crime, mas teria auxiliado a transportar o corpo até a área da propriedade onde foi colocado fogo.

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